Você se relaciona com seus antepassados?

de 30/10/20 em Feng Shui da Vida Real

Felizmente no Ocidente temos mudado a maneira como nos relacionamos com os antepassados. 

Com o crescimento no número de pessoas interessadas em conhecer e praticar religiões ou filosofias antigas, aprendemos a manter um relacionamento com os que já partiram ou, na maioria das vezes, começar uma relação, incluindo com aqueles que jamais chegamos a conhecer ou a saber o nome.

Não, não é conversa para loucos.

Enquanto todas as religiões ensinam a se relacionar com espíritos, energias, divindades, desperdiçamos uma ajuda preciosa, que está muito mais próxima do que imaginamos!

Quanto mais começamos a explorar as leis espirituais, mais percebemos que elas se parecem com as leis do mundo físico. 

Isso significa que em vez de rezar para Buda, experimente conversar com a sua avó, com quem você tinha um excelente relacionamento. Reze para ela, peça bênçãos para seus projetos, conte como vai a sua vida. 

Pra deixar o exemplo mais claro: se você tiver algum problema, vai pedir ajudar para seu pai ou vai tentar conversar com o prefeito da sua cidade, ou com o presidente do seu país? 

É exatamente o mesmo raciocínio que devemos ter quando pensamos em pedir ajuda em outros planos.

Cresci vendo pessoas se debulharem em lágrimas quando algum ente querido morria e depois novamente no Dia de Finados e, para mim, nada daquilo fazia o menor sentido. Eu pensava, pra quê tanto choro em apenas um dia no ano e no resto, nada?

Eu ouvia pessoas falando sobre a saudade que sentiam, sobre a dor da perda, mas ainda não me sentia convencida. 

Apesar de conceitos como ‘vida eterna’, ‘evolução espiritual’, ‘ir para uma dimensão melhor’, e várias outras coisas faladas sobre a etapa após a morte, a maioria ainda associa a morte a algo ruim, e os sentimentos que derivam da experiência são dor, sofrimento, arrependimento, entre outros pensamentos e sentimentos que não trazem conforto.

Na Índia, quando fui praticar ensinamentos ancestrais na 0&O Academy, descobri que todas as práticas falavam em relacionamentos. Que o indivíduo precisa ter um relacionamento com Deus ou com seu próprio divino, que esse relacionamento precisa ser pessoal, e que precisamos nos relacionar com os nossos antepassados.

Um dos rituais mais importantes é um para liberação dos antepassados, quando rezamos para liberar entes queridos de traumas, dores ou de outras situações que atrapalhem seus caminhos.

É exatamente igual acontece na nossa vida, aqui mesmo no planeta Terra. Imagine uma pessoa presa a uma situação, culpando todos os emais acontecimentos da vida, por conta de uma questão específica? A vida não anda, certo? O mesmo acontece em outros planos.

Além disso, ensinam as práticas antigas da Índia, questões que impactam a existência dos seus antepassados, impactam a sua vida. Bloqueios em áreas, falta de sorte, situações que se repetem apesar do esforço para mudá-las, tudo isso pode ter começado em alguém na sua árvore genealógica.

Rituais para honrar os antepassados estão presentes em religiões orientais, nas práticas de povos como os índios. Mais recentemente, a filosofia de Constelação Familiar, criada pelo alemão Bert Hellinger, traduziu para o ocidente o que já se sabia há muito entre os povos antigos.

Hoje temos a tendência em pensar que porque estamos evoluindo tecnologicamente, que podemos deixar tradições para trás, mas saiba que começar ou manter um relacionamento com seus antepassados é uma das tecnologias mais poderosas que existem.

Por isso, no dia dedicado a lembrar dos que já foram, pense em criar um relacionamento com seus antepassados. Se já tiver um, pense em como pode aprofundá-lo.

Não precisa pensar muito ou aprender nenhum ritual para fazer isso. Se na sua família já é comum alguma prática, faça. Aqui na minha casa, eu mantenho um pequeno altar e tenho hábito de oferecer flores, às vezes até comida. E de vez em quando até um vinhozinho, por que não? O modo não importa, o que mais interessa é a própria intenção. 

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