Meu detox alimentar de 21 dias

de 20/08/19 em Casa e Comida, Dicas que Curam, Stress Detox

Procurei uma nutricionista para fazer ajustes na minha alimentação.  Só havia me consultado com uma nas minhas duas gestações, com objetivo específico de me manter saudável na gravidez. Dessa vez, busquei uma profissional com experiência em nutrição vegetariana e marquei a consulta.

Minha questão principal era corrigir uma disfunção metabólica identificada há dois anos. Meus exames de sangue revelaram resistência à insulina e, mesmo com dieta e exercícios físicos, não obtive mudança no quadro após um ano.  

Para evitar tomar remédios para resolver o problema, decidi seguir um plano de reeducação alimentar com foco no controle da produção da insulina.

Antes de iniciar uma dieta, a nutricionista Vanessa Ary sugeriu que eu fizesse um detox alimentar de 3 semanas. Afinal, o acúmulo de toxinas vindas da alimentação, produtos químicos, cosméticos, ar; maus hábitos alimentares que podem gerar desequilíbrio na flora intestinal e inflamações poderiam ter colaborado com meu problema de saúde e também seriam empecilho à absorção adequada de todos os nutrientes dos alimentos. Ou seja, sem limpar o organismo antes, talvez uma mudança na dieta surtisse pouco efeito.

Adiei o início do detox porque iria viajar de férias com minha família. Enquanto isso, encomendei as fórmulas, vitaminas, tinturas de limpeza, enfim todos os suplementos que seriam auxiliares nesse detox. Na volta, programei o início para o dia 30 de julho, quando me dei conta de que estava há uma semana do meu aniversário. Mas pensei ‘vamos nessa, não dá para ficar adiando!’. Afinal, sempre haverá uma desculpa para cortar glúten, laticíneos, acúçar e álcool da dieta.

A primeira semana foi focada no detox dos rins, a segunda, dos intestinos e a última, focada na desintoxicação do fígado.

Consumi muitos sucos, principalmente o verde todas as manhãs, preparei vitaminas com frutas, raízes e sementes e me alimentei apenas de leguminosas, grãos, legumes e verduras. 

Fisicamente, precisei lidar com o desconforto da fome, principalmente pelas manhãs, já que troquei meus fartos cafés da manhã pelo suco verde; com a disciplina de tomar as fórmulas e vitaminas nos horários corretos ( o que foi complicado nos dias em que eu tinha muitos compromissos) e com o desejo de consumir alguns alimentos aos fins de semana, quando os programas incluíam padaria, pizzaria, festas de aniversário e jantares.

Mas me controlei e me mantive fiel ao cardápio do detox. 

Quanto à alimentação, para mim foi fácil criar novas receitas veganas, já que amo combinar especiarias, temperos, ervas  e tenho um bom acervo aqui em casa, entre minha pequena horta e os temperos que trago das minhas viagens pelo mundo.

Logo na primeira semana, percebi uma mudança positiva na disposição, no peso, com dois quilos a menos, e nos pensamentos. Comecei a notar mais rapidamente quando começava a me engajar em pensamentos negativos e repetitivos. A disposição física refletiu na mente. 

Lembrei dos ensinamentos dos meus professores na O&O Academy, na Índia, que recomendavam a escolha cuidadosa dos alimentos, sugeriam jejum durante muitos processos e pediam para que observássemos nossos pensamentos.

Quando estava lá, era fácil perceber. Agora, pude, com o detox alimentar, ter uma percepção clara do impacto que os alimentos tem sobre a natureza dos nossos pensamentos.

Na segunda semana, na desintoxicação do intestino, fiquei um pouco cansada, principalmente porque precisei pular alguns lanchinhos, devido aos compromissos diários.

A terceira começou com um pouco de ansiedade, pois estava indo para reta final. Foi a semana de desintoxicação do fígado. Passou rápido e cheguei ao dia em que fiquei em jejum por 18 horas. Senti bastante fome, até porque as refeições anteriores foram bem leves. 

O penúltimo dia foi o mais complicado, porque a limpeza do fígado é um pouco desconfortável. Dormi mal, com as idas as banheiro e com enjôo durante o proceso.

No último dia, ainda fiquei um pouco indisposta, me recuperando do jejum prolongado e do cansaço da noite mal dormida. Mas, hoje ao 21º do detox, cumpri os prazos e metas e estou feliz.

Ao longo de todo o processo, também fiz massagens com óleos essenciais, escalda-pés, apliquei argila na região do corpo correspondente aos órgãos em tratamento e meditei muito. Principalmente enquanto cozinhava. Precisei prestar ainda mais atenção à combinação dos alimentos, ao tempo de cozimento, aos temperos que iriam potencializar os nutrientes de cada um deles.

Agora, inicio a fase de reintroduzir os alimentos, pouco a pouco, para perceber os efeitos no organismo. Mas, principalmente, vou ficar atenta aos efeitos sobre mes pensamentos. 

Como já dizia o ditado em latim, Anima Sana in Corpore Sano.

Namastê!

Meditação ajuda a tratar esgotamento no trabalho

de 05/06/19 em Dicas que Curam, Espiritualidade, Stress Detox
Crédito: Pixabay

O estresse relacionado ao trabalho foi reconhecido como síndrome crônica  pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o que reforça os alertas de que esgotamento físico e emocional, ligados ao embiente profissional, precisam ser objeto de atenção.

A síndrome de Burnout afeta mais de 33 milhões de brasileiros e se caracteriza pela exaustão emocional, despersonalização, redução da realização pessoal e está diretamente relacionada à organização e à rotina de trabalho. 

Além de mudanças na rotina de trabalho, tratamento médico, quando necessário, técnicas de meditação podem ser usadas para aliviar os sintomas da síndrome e até mesmo para prevenir o problema.

“Hoje não se trata corpo, mente e consciência como aspectos independentes. Eles estão conectados”, explica a facilitadora de meditação Michelle Achkar, formada pela O&O Academy, na Índia, e sócia da consultoria Espaços que Curam.

Existem diversas abordagens que ensinam a lidar com o estresse, mas elas se mostram ineficazes a longo prazo e, em muitos casos, o estresse não vai embora mesmo depois das férias, após ir para a academia ou mesmo com ajuda de remédios para combater o problema.

“Não conseguimos nos livrar do estresse tentando fugir dele. É preciso fazer uma desintoxicação. Também é preciso entender que o estresse se acumula em várias camadas, no corpo, mente e também na consciência. E dependendo de onde é acumulado, o impacto do estresse na vida é diferente”, explica a especialista.

No corpo

Quando o estresse é acumulado no corpo físico, ele se manifesta como problemas de saúde e doença – o que significa que não há lazer, descanso, boa alimentação, ambiente correto, ou exercícios físicos que conseguem manter uma pessoa saudável. Nesse caso, até mesmo a melhor recomendação médica pode ser ineficiente falhar. “Aprender a devolver o corpo à tranquilidade é o caminho para desintoxicar o estresse do corpo”, explica Michelle Achkar. “E nesse caso a respiração consciente é a ferramenta mais eficiente.”

Na mente

Quando o estresse é acumulado na mente, ele se manifesta como mágoas e emoções não resolvidas. “Isso significa que a pessoa não pode superar a dor das mágoas e insultos do passado. Ela não é capaz de superar um medo que surgiu em uma situação traumática no passado. E fica presa em suas emoções.”

Na consciência

Quando o estresse é acumulado na consciência, ele se manifesta como uma experiência mecânica da existência – o que significa que não há alegria em nada que você faça, em qualquer lugar que vá, com qualquer pessoa com quem esteja. A alegria desaparece muito rapidamente de todas as ações e o que resta é uma experiência de vida chata, insípida e sem brilho. “Nossa consciência é um reflexo da atenção que temos à vida. De como estamos presentes para nós mesmos, para os outros e até para a natureza. A maioria das pessoas vive num estado de ausência em relação à vida. É como viver em meio à névoa, simplesmente passando pelos movimentos da vida. Nunca completamente vivo”, explica Michelle.

Para cada uma dessas camadas, existem práticas de meditação específicas que promovem a desintoxicação do estresse e aumentam a capacidade de observação interna, fazendo com que o estresse não se acumule e provoque estados de esgotamento.

Mas a primeira etapa desse processo começa com uma meditação simples, com foco na respiração, a base de qualquer prática meditativa. Aprenda abaixo:

Exercício de respiração consciente para combater o estresse

· Fique numa posição confortável, que pode ser sentada ou deitada

· Lembre-se de manter a boca fechada e respirar apenas pelo nariz

· Comece inalando, procurando fazer respirações profundas e lentas

· Não force. Caso sinta que sua capacidade de inalação está pequena, a respiração curta, apenas continue praticando

· Ao inalar, procure usar toda a extensão de seus pulmões, o que significa que seu abdômen se eleva suavemente quando você inspira.

· Ao expirar, deixe seu abdômen desmoronar.

· Após algumas respirações, passe a deixar a expiração mais lenta do que a inspiração. Isso significa que a expiração terá maior duração do que a inspiração.

· Mantenha uma consciência relaxada nessa postura.

· Não faça nada além de prestar atenção à sua respiração.

· Deixe seus pensamentos girarem em torno de sua respiração.

· Se sua mente vagar, suave e pacificamente, traga-a de volta à respiração.

· Pratique essa meditação simples por pelo menos 2 minutos, três vezes ao dia, ou sempre que achar necessário para retornar a um estado de calma