Estressado? Ligue para alguém

de 19/10/20 em Dicas que Curam, Notícias, Stress Detox

O estresse, um dos temas mais presentes em pesquisas relacionadas à saúde, tem sido objeto de inúmeros estudos sobre comportamento e saúde mental durante a pandemia.

Em todos, pesquisadores mostram que estamos, sim, muito mais estressados. 

Mas um estudo realizado pela Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, trouxe dados de como é possível reduzir os efeitos do estresse.

O resultado é da linha “minha avó já sabia”: pessoas que fizeram um balanço das suas emoções, identificando tristeza, ansiedade, medo, solidão, por exemplo, e tentaram lidar com elas de uma maneira consciente, demonstraram menores níveis de estresse do que aqueles que simplesmente tentaram ignorar os sentimentos.

Como? Manter contato com amigos e familiares, ainda que de maneira remota, foi um dos comportamentos identificados como positivos.

A pesquisa “Flexibilidade Psicológica no contexto da adversidade da Covid-19: Associações com angústia”, publicada no Journal of Contextual Behavioural Science, avaliou diversos tipos de comportamento adotados para lidar com situações derivadas da pandemia e encontrou respostas interessantes.

Resumo da pesquisa

Participantes: 485 adultos

Desafios: dificuldade em pagar moradia, dificuldades em pagar pelas contas de consumo, perda de renda, ficar longe da família

Experiências de situações decorrentes da pandemia: sudorese, taquicardia, medo, ansiedade

Resultados: os que se mostraram mais propensos em admitir as emoções e que estavam dispostos a lidar com elas, o que os pesquisadores classificaram como ‘abertura, atenção ao comportamento e ação’ demonstraram menores níveis de estresse.

Destaques dos resultados:

O que ajuda a reduzir o estresse

  • Flexibilidade 
  • Exercitar atenção às emoções que estão surgindo
  • Encontrar soluções para manter contato com amigos e membros da família
  • Fazer o que realmente importa mesmo em épocas desafiadoras
  • Adaptar-se às situações
  • Manter atitude positiva

Esse último aspecto fez a diferença nos resultados do estudo. Os pesquisadores ressaltam que os benefícios apareceram apenas quando a ação vem acompanhada de boa disposição mental. “Se está em contato com sua família remotamente em vez de pessoalmente, mas está ressentida com a situação e lamenta o tempo todo, isso só vai causar mais angústia”, explicou Emily Kroska, professora assistente de Psicologia Clínica da Universidade de Iowa.“Não é exatamente como gostaria, mas vou fazer o melhor que puder”, completa.

Neurocientista compartilha dicas para lidar com estresse

de 11/08/20 em Dicas que Curam, Notícias, Stress Detox
Reações químicas no cérebro definem comportamentos antes associados à fraqueza psicológica

Quanto mais a ciência explora o cérebro humano, mais evidente fica que devemos manter ‘ligado’ o sentimento de autocompaixão.

O que aprendemos ser traços de fraqueza psicológica, para neurocientistas trata-se apenas de uma reação química.

“Se entendemos o processo químico por trás das coisas, conseguimos nos perdoar. É auto-libertador. E permite que sejamos melhores”, afirma a médica Amy Arnsten, professora de neurociência e psicologia da Universidade de Yale.

Para essa área da ciência, não existe diferença entre uma doença mental e um problema neurológico.

A professora de Yale decidiu compartilhar conhecimentos e divulgou material sobre as reações químicas que acontecem no cérebro para ajudar a lidar com os elevados níveis de estresse durante a pandemia do coronavírus. A médica concedeu uma entrevista ao jornal Hartford Courant, de Connecticut.

Veja o vídeo: “The Brain’s Response to Stress – How Our Brains May Be Altered During the COVID-19 Pandemic”

Ela aponta para comportamentos como distração, falta de memória, desorganização e falta de vontade como sintomas de que o estresse, ou uma certa reação química, está acontecendo no nosso cérebro.

Stress pode ‘desligar’ o córtex prefrontal que controla a capacidade de julgamento e o uso do conhecimento. Então, circuitos do cérebro responsáveis por reações mais primitivas, como respostas a ameaças passam a cotrolar nossas reações. O resultado são reações automáticas, geralmente agressivas.

A médica destaca que esse circuito é responsável por reações capazes de salvar vidas, como uma reação quando o carro sai da estrada. “Nesse momento você para de pensar nos planos para ir a uma festa no sábado à noite e pisa no freio rapidamente. Mas se a ameaça é um vírus invisível, perder as funções pré-frontais não tem utilidade e pode ser ainda mais perigoso”, disse.

Amy Arnsten afirma que a exposição a estados prolongados de estresse provocam mudanças químicas que alteram a arquitetura cerebral, podendo levar à desconexão entre o córtex pré-frontal e as demais áreas do cérebro. Mas essa conexão pode ser recuperada se o estado de estresse for controlado e conseguirmos reduzir as reações químidas decorrentes dele no cérebro.

E como fazer isso? A professora ensina a reduzir essas reações químicas no cérebro:

  • Praticar exercícios
  • Comer de maneira sauda’vel
  • Dormir bem
  • Fazer coisas importantes
  • Ajudar os outros
  • Escutar suas músicas favoritas
  • Criar experiências belas para si mesmo