Respiração dos monges melhora saúde mental

de 08/03/19 em Feng Shui da Vida Real
Respiração ressonante

Vejo tantas pessoas se esforçando para meditar, praticando mindfullness, fazendo planos mirabolantes de viagens e retiros para encontrar paz e tranquilidade, enquanto a técnica mais eficiente para combater o estresse e melhorar sensivelmente nosso estado emocional pode ser praticado a qualquer momento e não custa nada: a respiração.

Respirar de forma consciente para aprofundar os movimentos e deixar os ciclos de inspiração e expiração mais lentos é uma das principais chaves da saúde física e mental.

Sabe-se que monges em estado meditativo respiram, em média, 6 vezes por minuto, e que, nesse ritmo, acontece um fenômeno físico conhecido como ressonância.

Ressonância é o termo que descreve o aumento de vibrações de um corpo a partir do momento que ele recebe vibrações de frequência igual a uma de suas frequências naturais.

Pode parecer meio complicado, mas na prática o que precisamos mesmo saber é que, respirando lentamento, colocamos batimentos cardíacos, pressão sanguínea e função cerabral numa mesma frequência.

Isso ocorre quando fazemos 6 ciclos de respiração completa por minuto, ou seja, quando inspiramos 6 vezes e expiramos 6 vezes em um minuto.

Só para se ter uma ideia, em média, uma pessoa respira entre 15 e 18 vezes por minuto.

A prática da respiração ressonante é estudada desde os anos 1960 e sabe-se que afeta o sistema nervosos autônomo, levando o corpo a relaxar e a se regenerar, mantendo corpo, sistema nervoso e emoções sob controle.

Outras pesquisas apontaram que respirar lenta e profundamente também melhora nossa capacidade pulmonar, baixa a pressão sanguínea e tonifica o nervo vago. 

Outros benefícios são controle de quadros de ansiedade e depressão, aumento da resiliência, habilidade de lidar com o estresse e aumento do equilíbrio emocional.

Você usa informação como desculpa?

de 27/02/19 em Dicas que Curam, Espiritualidade, Feng Shui da Vida Real
Livro de onde saem muitas letras, como se estivesse voando
Adobe Stock

Usa? Fica se apegando a dados para não olhar de verdade pra você?

Desde que comecei a prestar consultorias, precisei a aprender a lidar com a enorme quantidade de informações que os clientes trazem para as conversas.

Com tantas informações hoje disponíveis, nos livros, sites, redes sociais, tantos cursos sobre todo tipo de prática espiritual, é impressionante o volume de informação sobre tudo, pedras, ervas, meditações, ensinamentos ancestrais, filósofos, pensadores, técnicas de cura….

Acho isso incrível. Não faz muito tempo que passamos a ter acesso a conhecimentos assim de forma tão acessível.

Mas sempre alerto clientes e amigos sobre o perigo de usar alguma informação como verdade absoluta, como desculpa para não se autoconhecer, se observar.

Já ouvi de tudo….

‘Não tenho sorte com relacionamentos. Uma vidente me disse que esse é meu karma nessa vida.’

‘Sou briguento mesmo, sou filho de Xangô, não suporto injustiças.’

‘Já fiz meu eneagrama e meu vício emocional é a raiva. Então, ninguém pode mexer comigo.’

‘Meu mapa astral diz que eu sou super perfeccionista.’

‘Não dei certo mesmo, pois havia muitos planetas retrógrados.’

‘Fiz constelação familiar e descobri que sou traumatizado por conta da minha mãe.’

E por aí vai….

Sou a favor de qualquer método de investigação na nossa história de vida, das nossas memórias, dos nossos relacionamentos e até mesmo de outras vidas (pra quem acredita), mas as informações obtidas aí precisam ser usadas apenas como um degrau para nossa evolução pessoal.

Vejo muitas pessoas investigando apenas para usar o que descobriu como verdade absoluta e não fazer absolutamente nada para mudar. E pior: usam como desculpa o planeta, o orixá, o número, a mãe….

Em vez de investigar para mudar, a pessoa investiga para continuar a reforçar suas crenças, padrões de pensamento e culpar os outros.

Não é fácil olhar para si e reconhecer as dores, revisitar traumas, mas é apenas quando assumimos a responsabilidade pela vida é que conseguimos sentir de fato, paz e alegria.

Então, te convido a refletir sobre isso e a subir no primeiro degrau da escada.