O que eu aprendi sobre estresse

de 23/09/19 em Dicas que Curam, Stress Detox
Foto: Pixabay

Hoje, no Dia Mundial de Combate ao Estresse, posso contar o que eu aprendi sobre estresse e como combatê-lo:

Não sou médica, tampouco posso dizer que sou especialista em estresse. Apenas acabei reunindo algumas informações seguindo um processo de autoconhecimento, que me levou à formação como One Consciousness Trainer, pela O&O Academy, na Índia. Num dos cursos que fiz nessa escola de sabedoria e meditação, fui treinada para ensinar as pessoas a limparem seus corpos dos efeitos do estresse e a seguir alguns passos para eliminar os efeitos do problema de camadas mais profundas, como a mente e corpo energético, conceito bastante conhecido das culturas orientais.

Praticando o que aprendi e ensinando outras pessoas a fazer o mesmo, posso contar, a partir da minha experiência o que aprendi sobre estresse:

Melhor evitar

Ainda que existam técnicas de relaxamento, meditação, remédios, terapias de todos os tipos para tratar os efeitos do estresse, cada vez mais se sabe que alguns danos podem ser irreversíveis ou muito difíceis de tratar. Quando nos mantemos sob os efeitos do estresse por longos períodos, corpo e mente podem ser afetados. Disfunções na produção de insulina pelo pâncreas, marcadores (sinais inflamatórios) no corpo e no cérebro, desequilíbrios no sistema imunológico, estados mentais associados à depressão, entre muitos outros sintomas.

Fazer um detox profundo

Por que não conseguimos descansar realmente num fim de semana? Por que logo nos sentimos novamente estressados depois de voltar das férias? Porque não fazer um detox completo do corpo e de camadas mais profundas. Segundo os ensinamentos místicos indianos, para mudar padrões e criar uma realidade diferente, é preciso primeiro promover a limpeza do corpo físico e de outros 4 corpos sutis. Isso é feito por meio de práticas que removem cargas, traumas e padrões e promovem estados de bem-estar.

Aprender a viver no presente

O estresse define uma série de reações no corpo e na mente para defesa contra alguma ameaça. Mas, nós, seres humanos temos a capacidade de gerar essas reações a partir de percepções internas. Além disso, hoje o senso comum nos diz que o estresse (traumas, frustrações, tristeza) é inevitável. Sendo assim, nos mantemos nesse estado o tempo todo e, mesmo sem estímulos externos, continuamos engajados em situações estressantes nos pensamentos, revivendo estados emocionais desgastantes.

Ficamos estressados pelo que ocorreu no passado e pelo que pode vir a acontecer no futuro, indo e voltando a cenários imaginários que não produzem nenhum benefício que não mais estresse. Portanto, exercícios para romper com esse hábito (sim, é um hábito) são fundamentais para combater o estresse de forma permanente.

Fazer e não apenas saber

Sabemos que não podemos evitar o estresse, conhecemos muitas das consequências para a saúde física, mental e emocional, mas o que fazemos para não sucumbir aos seus efeitos? É preciso agir, tomar decisões e não apenas ficar coletando informações sobre as dezenas, milhares de pesquisas e de técnicas disponíveis hoje. Muitos de nós tendemos a achar que apenas saber algo vai causar alguma mudança. Meditar ajuda a reduzir os efeitos do estresse e a reinserção em estados estressantes. Sim! Então pratique. Não apenas pense nisso. Mudar o foco, alternar atividades, investir em hobbies ajudam a controlar estados estressantes. Sim! Então, mãos a obra. O descanso para combater o estresse é importante, mas o mais eficiente é o descanso ativo, em que corpo e mente estão engajados em atividades prazerosas e gratificantes.

Unir místico e o científico

As pesquisas científicas comprovam os efeitos do estresse no corpo e, cada vez mais, têm dedicado espaço para verificar os efeitos de práticas ancestrais no bem-estar físico e emocional. Meditação, cultivo de estados emocionais como felicidade, autoconhecimento, respiração, equilíbrio nas atividades cotidianas, relaxamento. Conhecimentos ancestrais são cada vez mais recomendados para tratamento e manutenção da saúde. E no combate ao estresse, essa abordagem que combina o antigo com o moderno, o místico com o científico foi a fórmula mais eficiente para mim. Por isso, busque um grupo de estudos, faça parte de uma turma para meditar, faça terapias energéticas. Nada disso é supérfluo. Sem a limpeza dos centros energéticos, conhecidos como chacras, não obtemos muito êxito no combate ao estresse.

Cuidar do corpo

Essa foi uma das últimas barreiras vencidas por mim. Praticante de meditação e estudante de muitas escolas de sabedoria há décadas, sempre cuidei muito mais da mente do que do corpo. Pois quando eu decidi investir em uma rotina de autocuidados físicos, que passou a contar com exercícios, alimentação regrada, massagens, períodos de descanso, rotina para hobbies também, tudo mudou. Primeiro, foi assustador verificar, ter clareza dos efeitos do estresse no corpo e os resultados do cultivo de estados de bem-estar. Perda de peso, melhora do aspecto da pele, ganho de memória, clareza mental. Hoje, recomendo para qualquer pessoa que queira melhorar a disposição geral e o estado mental, que primeiro inicie uma dieta a fim de desintoxicar o corpo. Já é um passo muito valioso no combate aos estados estressantes.

Meu detox alimentar de 21 dias

de 20/08/19 em Casa e Comida, Dicas que Curam, Stress Detox

Procurei uma nutricionista para fazer ajustes na minha alimentação.  Só havia me consultado com uma nas minhas duas gestações, com objetivo específico de me manter saudável na gravidez. Dessa vez, busquei uma profissional com experiência em nutrição vegetariana e marquei a consulta.

Minha questão principal era corrigir uma disfunção metabólica identificada há dois anos. Meus exames de sangue revelaram resistência à insulina e, mesmo com dieta e exercícios físicos, não obtive mudança no quadro após um ano.  

Para evitar tomar remédios para resolver o problema, decidi seguir um plano de reeducação alimentar com foco no controle da produção da insulina.

Antes de iniciar uma dieta, a nutricionista Vanessa Ary sugeriu que eu fizesse um detox alimentar de 3 semanas. Afinal, o acúmulo de toxinas vindas da alimentação, produtos químicos, cosméticos, ar; maus hábitos alimentares que podem gerar desequilíbrio na flora intestinal e inflamações poderiam ter colaborado com meu problema de saúde e também seriam empecilho à absorção adequada de todos os nutrientes dos alimentos. Ou seja, sem limpar o organismo antes, talvez uma mudança na dieta surtisse pouco efeito.

Adiei o início do detox porque iria viajar de férias com minha família. Enquanto isso, encomendei as fórmulas, vitaminas, tinturas de limpeza, enfim todos os suplementos que seriam auxiliares nesse detox. Na volta, programei o início para o dia 30 de julho, quando me dei conta de que estava há uma semana do meu aniversário. Mas pensei ‘vamos nessa, não dá para ficar adiando!’. Afinal, sempre haverá uma desculpa para cortar glúten, laticíneos, acúçar e álcool da dieta.

A primeira semana foi focada no detox dos rins, a segunda, dos intestinos e a última, focada na desintoxicação do fígado.

Consumi muitos sucos, principalmente o verde todas as manhãs, preparei vitaminas com frutas, raízes e sementes e me alimentei apenas de leguminosas, grãos, legumes e verduras. 

Fisicamente, precisei lidar com o desconforto da fome, principalmente pelas manhãs, já que troquei meus fartos cafés da manhã pelo suco verde; com a disciplina de tomar as fórmulas e vitaminas nos horários corretos ( o que foi complicado nos dias em que eu tinha muitos compromissos) e com o desejo de consumir alguns alimentos aos fins de semana, quando os programas incluíam padaria, pizzaria, festas de aniversário e jantares.

Mas me controlei e me mantive fiel ao cardápio do detox. 

Quanto à alimentação, para mim foi fácil criar novas receitas veganas, já que amo combinar especiarias, temperos, ervas  e tenho um bom acervo aqui em casa, entre minha pequena horta e os temperos que trago das minhas viagens pelo mundo.

Logo na primeira semana, percebi uma mudança positiva na disposição, no peso, com dois quilos a menos, e nos pensamentos. Comecei a notar mais rapidamente quando começava a me engajar em pensamentos negativos e repetitivos. A disposição física refletiu na mente. 

Lembrei dos ensinamentos dos meus professores na O&O Academy, na Índia, que recomendavam a escolha cuidadosa dos alimentos, sugeriam jejum durante muitos processos e pediam para que observássemos nossos pensamentos.

Quando estava lá, era fácil perceber. Agora, pude, com o detox alimentar, ter uma percepção clara do impacto que os alimentos tem sobre a natureza dos nossos pensamentos.

Na segunda semana, na desintoxicação do intestino, fiquei um pouco cansada, principalmente porque precisei pular alguns lanchinhos, devido aos compromissos diários.

A terceira começou com um pouco de ansiedade, pois estava indo para reta final. Foi a semana de desintoxicação do fígado. Passou rápido e cheguei ao dia em que fiquei em jejum por 18 horas. Senti bastante fome, até porque as refeições anteriores foram bem leves. 

O penúltimo dia foi o mais complicado, porque a limpeza do fígado é um pouco desconfortável. Dormi mal, com as idas as banheiro e com enjôo durante o proceso.

No último dia, ainda fiquei um pouco indisposta, me recuperando do jejum prolongado e do cansaço da noite mal dormida. Mas, hoje ao 21º do detox, cumpri os prazos e metas e estou feliz.

Ao longo de todo o processo, também fiz massagens com óleos essenciais, escalda-pés, apliquei argila na região do corpo correspondente aos órgãos em tratamento e meditei muito. Principalmente enquanto cozinhava. Precisei prestar ainda mais atenção à combinação dos alimentos, ao tempo de cozimento, aos temperos que iriam potencializar os nutrientes de cada um deles.

Agora, inicio a fase de reintroduzir os alimentos, pouco a pouco, para perceber os efeitos no organismo. Mas, principalmente, vou ficar atenta aos efeitos sobre mes pensamentos. 

Como já dizia o ditado em latim, Anima Sana in Corpore Sano.

Namastê!