Silêncio intermitente: crie espaços na sua rotima para praticar essa poderosa ferramenta de limpeza mental

de 18/08/20 em Dicas que Curam, Espiritualidade, Stress Detox

Você provavelmente já ouviu falar em jejum intermitente, quando o corpo não recebe alimento durante longos períodos de tempo a fim de promover a limpeza do organismo e a renovação celular, entre outros benefícios.

Pois ficar em silêncio por alguns períodos de maneira intencional pode trazer benefícios parecidos para a mente.

A prática do silêncio é comum em várias religiões, mas passa bem longe da rotina das pessoas que não vivem em reclusão.

Nas duas vezes que estive na Índia, fazendo longos cursos de autoconhecimento, os professores recomendavam a prática do silêncio, Mauna, na filosofia hindu. Na ioga, a prática é conhecida como jejum verbal. 

Ficar em silêncio ajuda a não tirar o foco dos processos internos iniciados com os exercícios de ioga, meditações, exercícios respiratórios, entre outros. 

Também é bem conhecida na cultura hindu a prática dos 4 tipos de jejuns, ou 4 Langhanams: de comida, respiração, movimento e fala.

Ou seja, a prática do silêncio e seus benefícios estão bem documentos há séculos.

Mas hoje li no blog Real Simple a expressão ‘Jejum Intermitente’ e achei uma ótima maneira de resgatar a ideia de uma maneira simples, mas ainda eficiente.

Ficar sem falar muitas vezes é associado à punição. Provavelmente na infância, todos já ficamos ‘de castigo’, sem poder pronunciar uma palavra. Na escola também o silêncio era imposto e quebrá-lo era indisciplina.

Também é comum a ideia de que falar ajuda a aliviar o sofrimento, que ajuda a tirar um peso dos ombros. 

Se a ideia de ficar quieto soa desconfortável, encare o silêncio como uma prática meditativa, como muitas outras conhecidas.

Como praticar

  • Sente-se em silêncio, saia para caminhar ou sente-se em algum lugar na natureza. 
  • Escolha ficar em silêncio quando for possível. Não tente praticar o silêncio quando estiver realmente ocupado. Isso só trará mais aborrecimentos
  • Se possível, estabeleça um período de silêncio coletivo em casa. A experiência pode envolver as crianças e trará resultados positivos para todos
  • Ficar em silêncio pode ser especialmente benéfico quando estamos passando por alguma crise ou precisamos tomar uma decisão importante. 
  • Após cursos de autoconhecimento, sessões de meditação, leitura, ficar em silêncio pode ajudar a aprofundar os aprendizados, abrindo espaço para insights 
  • Pensamentos negativos e sensações desconfortáveis podem aparecer. “O silêncio inicialmente amplifica o barulho do nosso mundo interno, o que normalmente é eliminado pelo barulho do nosso mundo externo. Quanto silenciamos os batulhos externos, pensamentos e sentimentos que estavam sob a superfície parecem mais altos e mais evidentes:, disse Jamie Price, criado do app MyLife ao blog Real Simple.
  • Defina o tempo que funciona para você. Desista de seguir recomendações sobre a duração da prática. O seu melhor guia é você mesmo
  • Se preferir recorra a aplicativos para praticar ou apenas faça. Se tiver algo importante para fazer, programe um período com ajuda do celular (timer) ou apenas mergulhe no silêncio pelo tempo que for confortável pra você

Benefícios

  • Acalma a mente. Simplesmente pelo fato de oferecer pausa aos milhares de estímulos que recebemos diariamente. Descansar o cérebro também é importante e isso precisa ser feito não apenas enquanto dormimos
  • Ajuda a manejar emoções pois o silêncio proporciona um valioso exercício de autoconhecimento. É o mesmo que parar para observar a sua paisagem interna. Sabendo o que se passa dentro de você, provavelmente terá menos reações automáticas e responderá de maneira mais sábia aos desafios
  • Reduz a ansiedade de estar constantemente engajado em alguma atividade ou em contato com outras pessoas
  • Melhora o discernimento de quando falar e quando manter-se em silêncio. Muitas vezes falamos apenas para preencher o vazio numa conversa ou para provar algo para alguém. Ou seja, ficar em silêncio melhora nossa capacidade de comunicação
  • Cria espaço para manifestação da criatividade
  • Melhora a habilidade de escutar nossa intuição

Neurocientista compartilha dicas para lidar com estresse

de 11/08/20 em Dicas que Curam, Notícias, Stress Detox
Reações químicas no cérebro definem comportamentos antes associados à fraqueza psicológica

Quanto mais a ciência explora o cérebro humano, mais evidente fica que devemos manter ‘ligado’ o sentimento de autocompaixão.

O que aprendemos ser traços de fraqueza psicológica, para neurocientistas trata-se apenas de uma reação química.

“Se entendemos o processo químico por trás das coisas, conseguimos nos perdoar. É auto-libertador. E permite que sejamos melhores”, afirma a médica Amy Arnsten, professora de neurociência e psicologia da Universidade de Yale.

Para essa área da ciência, não existe diferença entre uma doença mental e um problema neurológico.

A professora de Yale decidiu compartilhar conhecimentos e divulgou material sobre as reações químicas que acontecem no cérebro para ajudar a lidar com os elevados níveis de estresse durante a pandemia do coronavírus. A médica concedeu uma entrevista ao jornal Hartford Courant, de Connecticut.

Veja o vídeo: “The Brain’s Response to Stress – How Our Brains May Be Altered During the COVID-19 Pandemic”

Ela aponta para comportamentos como distração, falta de memória, desorganização e falta de vontade como sintomas de que o estresse, ou uma certa reação química, está acontecendo no nosso cérebro.

Stress pode ‘desligar’ o córtex prefrontal que controla a capacidade de julgamento e o uso do conhecimento. Então, circuitos do cérebro responsáveis por reações mais primitivas, como respostas a ameaças passam a cotrolar nossas reações. O resultado são reações automáticas, geralmente agressivas.

A médica destaca que esse circuito é responsável por reações capazes de salvar vidas, como uma reação quando o carro sai da estrada. “Nesse momento você para de pensar nos planos para ir a uma festa no sábado à noite e pisa no freio rapidamente. Mas se a ameaça é um vírus invisível, perder as funções pré-frontais não tem utilidade e pode ser ainda mais perigoso”, disse.

Amy Arnsten afirma que a exposição a estados prolongados de estresse provocam mudanças químicas que alteram a arquitetura cerebral, podendo levar à desconexão entre o córtex pré-frontal e as demais áreas do cérebro. Mas essa conexão pode ser recuperada se o estado de estresse for controlado e conseguirmos reduzir as reações químidas decorrentes dele no cérebro.

E como fazer isso? A professora ensina a reduzir essas reações químicas no cérebro:

  • Praticar exercícios
  • Comer de maneira sauda’vel
  • Dormir bem
  • Fazer coisas importantes
  • Ajudar os outros
  • Escutar suas músicas favoritas
  • Criar experiências belas para si mesmo